Monografia e Tcc

6/agosto/2008

Monografia na UNB aborda conceito de Software Público


:: Da redação* :: Convergência Digital :: 05/08/2008

O Portal do Software Público, coordenado pela Secretária de Logística e Tecnologia da Informação, divulgou nesta segunda-feira -04/08- que dois profissionais do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Anísio e Antônio Justiniano Neto, apresentaram no dia 5 de julho, monografia sobre a disponibilização de soluções de informática em ambiente de trabalho colaborativo – citando como exemplo, um software desenvolvido pelo próprio tribunal.

A monografia faz parte da conclusão de curso de especialização na Universidade de Brasília (UNB), sobre o conceito do software público, tendo como foco a defesa da disponibilização de uma solução desenvolvida pelo STJ no ambiente do Portal.

O trabalho pretende demonstrar as vantagens do modelo do software público e propor que o software Integrador, desenvolvido pelo STJ, seja liberado no Portal do Software Público Brasileiro. Logo após a aprovação do comitê de professores da UNB, a monografia completa será disponibilizada no Portal.

O Portal governamental buscou os dois autores para uma entrevista, a intenção de expor os motivos da escolha deste tema pelos dois pesquisadores e revelar o aprendizado obtido durante a execução da pesquisa e da monografia.

Portal do Software Público Brasileiro – De onde surgiu a iniciativa de fazer uma monografia sobre o software público ? Luiz Anísio/Antônio Neto: Na pós-graduação de Engenharia de Software, foram abordados os processos de desenvolvimento de software mais relevantes, dentre eles, o de desenvolvimento de software livre (SL). Este assunto chamou a nossa atenção porque participamos da ex-comissão de SL e tínhamos o anseio de que o STJ não ficasse distante deste assunto. Desde a formação dessa comissão estamos acompanhando eventos de software livre, como o FISL, na cidade de Porto Alegre. Na edição de 2007 tivemos a informação do lançamento do Portal do Software Público Brasileiro. A experiência de alguns servidores públicos no desenvolvimento de soluções que chamaram a atenção de outros órgãos do Judiciário, levou-nos a perceber que não é fácil implantar as soluções da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) para órgãos externos ao STJ, mesmo com o incentivo de premiações. Em conversa com alguns colegas da Coordenadoria de Desenvolvimento (CDES), constatamos que essa dificuldade existe em várias iniciativas do judiciário que poderiam ser compartilhadas com outros órgãos. Algumas entidades fizeram contatos e visitas, mas levaram apenas a idéia, configurando um quadro de que as ações concretas de compartilhamento são bastante reduzidas. Além disso, existem soluções que a CDES desenvolveu que são importantes, mas correm o risco de estagnação por dependerem da agenda apertada dos seus mantenedores, como é o caso do Integrador. O Integrador foi concebido com o objetivo de ser um Software Livre, mas não tem uma comunidade que o sustente. Com base nesses motivos, amadurecemos a idéia de uma monografia que tratasse do desenvolvimento compartilhado de software no Judiciário.

SPB – Porque a escolha do tema? Luiz Anísio/Antônio Neto: Para disseminar o conhecimento sobre Software Público no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), permitindo que os produtos de software gerados neste Tribunal possam ser reaproveitados em outros órgãos do poder judiciário e pela sociedade em geral, reduzindo e otimizando custos e aumentando a qualidade dos produtos e serviços disponibilizados para a sociedade. Com isso, o trabalho pretende oferecer ao STJ uma alternativa para o compartilhamento de soluções desenvolvidas por esse Tribunal, quando estas forem de interesse de órgãos públicos e outras entidades.

SPB – Quanto tempo durou a pesquisa e qual foi o método empregado ? Luiz Anísio/Antônio Neto: Sete meses, de dezembro de 2007, até junho de 2008. Foram feitos estudos bibliográficos e entrevistas com representantes da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI, sobre o histórico e o cenário atual do SPB. Foi realizada uma análise da solução Integrador, desenvolvida no STJ, para propor a sua disponibilização no Portal do Software Público.

SPB – Depois que vocês se envolveram com o tema, o que surgiu de diferente do esperado ? Luiz Anísio/Antônio Neto: Algo que nos surpreendeu foi a organização, os procedimentos e os critérios que a SLTI definiu para a publicação de softwares no portal, bem como a importância que existe para o ciclo de vida do software e evolução das comunidades.

SPB – Qual o aprendizado da monografia? Luiz Anísio/Antônio Neto: O aprendizado foi extenso. O próprio contato com a SLTI contribuiu para isso. O mais importante foi descrever o processo de disponibilização e manutenção de uma solução no Portal do SPB. Existe um conjunto de procedimentos muito sólido, que reforça a atuação do administrador público e da Administração. Uma contribuição desse trabalho é consolidar o conhecimento adquirido acerca do SPB em um documento que será disponibilizado para o STJ e demais interessados, ampliando o acesso a esse conhecimento pela sociedade e contribuindo para o amadurecimento do conceito de software público.

*Fonte:Portal do Software Público Brasileiro http://www.softwarepublico.gov.br/web/one-entry?entry%5fid=5507191

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